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Mercado Imobiliário Carioca

 
Estima-se 5,3 mil administradoras e imobiliárias no estado do Rio de Janeiro. São 15,9 milhões de habitantes – 6.3 milhões na capital, número 8% maior que o registrado pelo Censo de 2000. 

 

O Censo 2010 revelou que existem no estado do Rio 6,1 milhões de domicílios particulares, dos quais 2,4 milhões estão na capital.

  

 

 

ADMINISTRAÇÃO DE CONDOMÃNIOS:

As pesquisas do Cepai revelam que há no Rio mais de 20 mil condomínios (20.166 cadastrados no Secovi Rio). Um pouco mais da metade (10.631), ou seja, 53% do condomínios encontra-se na Zona Norte. Na Zona Sul estão 29% das unidades (5.836).

Oportunidade para Administradoras: As pesquisas do Cepai apontam que menos da metade (46%) dos condomínios cariocas tem o apoio de uma empresa especializada em Gestão Condominial. Na Zona Sul, 79% dos edifícios são administrados, porém na Zona Norte ocorre o oposto: 74% dos condomínios não contam com o auxílio das administradoras.

ADMINISTRAÇÃO DE LOCAÇÃO:

O mercado de locações no Rio de Janeiro está em plena expansão. Em 2010 a cidade passou por importantes transformações: além das novas construções, imóveis que estavam fora do mercado por conta da insegurança voltaram a receber inquilinos com a instalação das UPPs. Outro ponto importante foi a sanção da Lei nº 12.112/2009, que alterou a Lei do Inquilinato, acelerando as ações de despejo e trazendo mais tranqüilidade aos locadores, que reabriram seus imóveis.

Após o anúncio da cidade como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, os investimentos em obras de insfraestrutura acarretaram a necessidade de contratação de mão de obra, proveniente também de outros Estados e municípios fluminenses. Sem falar na descoberta do pré-sal, que a médio prazo, deverá fortalecer os movimentos migratórios, incrementando ainda mais os setor de locações.

COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS USADOS

A pesquisa do Cepai constatou que a maior variação nos preços do m², para venda, ocorreu na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os imóveis desta região tiveram valorização do m² acima dos 25%. Por exemplo: Ipanema chegou a um índice expressivo de 72,2% em unidades de três quartos. Isto se deve em parte, à grande demanda e também às melhorias em infraestrutura, sem falar nas UPPs – muitas delas inauguradas, em 2008 e 2009, em comunidades da Zona Sul.

COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS NOVOS

Conforme dados fornecidos pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), referentes ao nº de unidades residenciais lançadas de 2008 a 2010, percebe-se que houve um aumento de 76%, na quantidade de colocados no mercado no último ano, em relação a 2009. Deve-se ressaltar que, apenas em 2010, os imóveis de 1 e 2 quartos representaram 68% do total.

Quanto ao tamanho médio (m²) das unidades residenciais lançadas nos três últimos anos, percebe-se um fenômeno interessante: os apartamentos de 1 e 2 quartos vêm tendo a área reduzida ano a ano. Além da escassez de terrenos, o movimento atende à demanda das novas famílias brasileiras, numericamente menores em comparação com as famílias das décadas passadas. É interessante notar que o tamanho médio dos imóveis com 3 ou 4 dormitórios praticamente dobra, em comparação com os de 1 e 2 quartos, respectivamente.

Fonte: Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de JaneiroSECOVI RIO